terça-feira, 24 de maio de 2011

Miscigenação pouco respeitada

Por que será que em uma sociedade miscigenada, como a brasileira, as diferenças são pouco respeitadas? Talvez isso se explique historicamente: os europeus, para justificar a implantação do trabalho escravo negro nas colônias, afirmavam que estes eram menos inteligentes e possuíam mais força bruta. O que não se entende é como ideias absurdas, como esta, são injetadas na mente do ser humano e se perpetuam por tanto tempo.
No século XVI, a necessidade de mão – de – obra se fez tão grande nas colônias que o trabalho dos nativos pareceu ínfimo para os detentores do poder. Eles foram, então, buscar nos negros africanos a solução para seus problemas. Trazidos à força, os negros ajudaram, assim como os outros imigrantes, os nativos e os colonos, a formar a população brasileira como conhecemos hoje: pardos, mulatos, caboclos, mamelucos; poucos realmente brancos. É um paradoxo que o Brasil se encontre em tal situação de preconceito racial, na qual muitos negros sofrem, morrem e matam por conta do falso moralismo brasileiro.
Ao contemporizar, percebe-se que no Brasil não houve tantas mudanças em relação à vida dos negros quanto em outras partes do mundo. Pela primeira vez na história um homem negro assumiu a presidência dos Estados Unidos, enquanto que, na mesma época a televisão e o cinema brasileiro mostram de forma caricaturada e exagerada a vida do negro no país: na televisão a maioria das personagens que eles assumem, são pobres e ficam a margem da sociedade, e no cinema a cidade de Salvador, capital do estado que possui população predominantemente negra, foi retratada como uma constante festa.
Problema histórico ou não, o preconceito racial no Brasil precisa ser solucionado. Isso só acontecerá quando as pessoas, de fato, repensarem suas atitudes e a partir de então, conscientizarem aos outros e a si mesmos, e por fim, fizer com que esses atos repulsivos sejam eliminados da sociedade, essa que será sempre de negros, brancos, pardos, caboclos...

Texto da aluna : Daniella C. Reis Araujo
Professora: Stella Maris - Oficina de Letras (aulas interpretação e produção textual)

domingo, 15 de maio de 2011

Poeta: Ariano Suassuna

Palestra do Ariano Suassuna
Tema : Poesias: vozes e ventos
Livro recomendado: Processos de criação poética - Antonio Secchin
· Poeta:
- Não existe modelo para poesia;
- Não existe poesia antes do poema;
- O escritor não tem certeza sobre o que escreveu;
- A cada poema inicia um novo desafio;
- Poeta é um operário ( da linguagem) do precário ( na linguagem, no assunto)
- Uma das funções da poesia é dizer que o mundo é rico, mas não é suficiente.
- O poeta injeta no seu texto o vírus da inconformidade;
- O poeta sempre fica na encruzilhada entre o presente e o futuro, mas ele tem que achar um novo caminho;
- O poeta não pode fingir que não existe nada antes dele, saber que existe a tradição para refleti-la também não adianta.

Este blog foi criado...

Este blog foi criado com o objetivo de postar textos dos meus alunos, assim como colocar sujestões e curiosidades sobre a escrita.
Professora Stella Maris